terça-feira, 7 de julho de 2009

Formando Crianças Leitoras - Josette Jolibert e colaboradores

A obra reúne dois estudos realizados na França, sendo o relatório de uma pesquisa realizada sobre a questão da leitura. Reúne dois volumes denominados na edição brasileira de 'Parte 1', com 9 capítulos e 'Parte 2', com 6 capítulos.

Consideramos alguns aspectos importantes, que estão, de uma forma geral, implícitos na obra e que são esclarecidos na apresentação à edição brasileira: é um trabalho comprometido com a transformação da escola, foi realizado junto a alunos e professores de escolas públicas francesas, tem o intuito de auxiliar na superação do fracasso escolar; é uma teoria construída a partir de uma pesquisa-ação; é um trabalho interdisciplinar, contribui para mudanças na concepção de leitura e escrita; defende que a aprendizagem da leitura deve ser realizada em situações reais e que tenha função social concreta; apresenta o professor como especialista em linguagem, leitor em desenvolvimento, estimulador, observador e criador de situações ensino-aprendizagem; oferece estratégias ao professor; apresenta um novo olhar sobre a escola; defende uma revisão da organização da escola.

Dentro dos capítulos, os pontos que nos pareceram mais relevantes são:

A atitude daquele que aprende é determinante na construção de seu saber operatório. Quem aprende não está sozinho, mas interagindo com o meio ao seu redor, como por exemplo, a escola, que deve ser um ponto de apoio, local de experimentação, confronto e preparação para a vida social. Não deve ser apenas o adulto quem decide tudo, pelo contrário, este adulto educador deve permitir que a turma se organize, crie regras de vida e de funcionamento, seu tempo e outras coisas, lembrando que cada grupo passa por conflitos, choques, situações de alegria...

Ler não é decifrar, mas sim procurar um sentido, questionar diretamente algo escrito, a partir de uma expectativa ligada a uma necessidade/prazer.

Alguns objetivos da leitura no texto abordados são: responder a necessidade de viver com outros; comunicar-se com o exterior;para descobrir informações.

As crianças não precisam esperar o professor para questionar um texto. Elas o fazem a todo tempo quer seja na rua, nem suas brincadeiras ou mesno na escola, dedicam tempo para criar hipóteses. Porém, com freqüência, a escola reprimr as manifestações vindas dos alunos, o que dificulta o processo de aprendizagem.

No desenvolvimento deste trabalho criou-se um "cantinho de leitura”, que tem como objetivo, fazer com que as crianças estejam em contato com os livros, podendo manuseá-los. Deve ser confortável, isolado dos demais espaços da sala de aula, com exposição de contos, fábulas, romances. As atividades relativas a esse espaço podem ser a leitura de um livro para si sem um relato para o professo, uma mini-exposição em torno de um tema escolhido pelos próprios aluno, a retirada de livros que podem ser levados para casa.

Atividades variadas de transformação de mensagens orais em escritas, como o feitio dos quadros de refeitório, da programação da classe para a semana e as regras de vida em grupo, na aula e na escola.

A avaliação é considerada necessária como instrumento de recapitulação de algo que possa ter sido mal explicado.

Existem pais confiantes e desconfiados da escola. Os que confiam veem a escola como meio de promoção de seus filhos, orientando-os e estimulando-os em casa, ao fazerem suas leituras e ajudarem os filhos a decifrarem letras e depois, palavras, frases, textos....

A obra é de grande interesse para nós professores pois mescla teoria e prática de maneira a não privilegiar nem uma nem a outra mas sim de mostrar a importância de refletir e estudar enquanto atuamos, mostra a importância de colocarmos a aprendizagem dos nossos alunos como norte para nossa prática.


Márcia Regina Munhoz RA 055687
Priscila Duo de Oliveira RA 072110

4 comentários:

  1. obrigada por este artigo me ajudou bastante.

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  2. Adorei esse artigo! Obrigada, refletir sobre crianças e seus gostos melhora nossa prática de ensino.

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